08/01/2010

Cenário 2010 - os riscos do ano

Mão de obra, materiais, equipamentos, juros e outros fatores que podem comprometer os resultados das empresas em um ano que promete ser muito bom
 

Dois mil e dez começa com tantas oportunidades quanto riscos para as empresas da construção civil. A perspectiva em números é das melhores: crescimento no PIB do setor de 8,8% no ano, segundo previsão do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo). Mas o cenário a ser enfrentado no dia-a-dia pelas empresas é desafiador. Problemas vividos no passado relativos à mão de obra, materiais, equipamentos, entre outros, ameaçam voltar e comprometer resultados. A seguir, confira quais são os riscos a serem driblados para que 2010 seja, de fato, um dos melhores anos do setor.

>>> Cenário de custos
>>> Crédito à produção pode encarecer
>>> Salários devem aumentar
>>> Prepare-se para a falta de equipamentos
>>> Materiais: planeje-se para alta da demanda
>>> Cuidado com a Selic
>>> Atenção para a qualidade
>>> Redobre a segurança

Veja a matéria completa no site da revista Construçao Mercado: http://revista.construcaomercado.com.br/negocios-incorporacao-construcao/102/os-riscos-do-ano-mao-de-obra-materiais-equipamentos-159136-1.asp

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04/12/2009

Construção crescerá 8,8% em 2010, diz SindusCon-SP

Fechamento de 2009 deve ficar abaixo do esperado, mas setor já dá sinais claros de recuperação para o próximo ano


Gustavo Mendes

 

O PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil brasileira calculado pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e FGV (Fundação Getúlio Vargas) deve registrar crescimento de cerca de 1% em 2009. Para 2010, a estimativa é de incremento de 8,8%. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (2/12) em coletiva de imprensa na sede do Sindicato, em São Paulo.

O resultado de 2009 ficou abaixo do anunciado pelo SindusCon-SP em outubro último, quando a expectativa era de crescimento de 2,5% a 3,5% no PIB do setor. Segundo a consultora Ana Maria Castelo, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o desempenho fraco do consumo das famílias e da produção da indústria de materiais de construção puxou o PIB do setor para baixo. "Um dos efeitos da crise foi uma forte queda de receita no comércio varejista [de materiais de construção], que começou a se recuperar no fim do ano", diz.

Construção imobiliária e infraestrutura
Os destaques positivos no PIB de 2009 foram as áreas de construção imobiliária residencial e de infraestrutura. E são elas que devem puxar o crescimento da construção em 2010. "Os setores que receberão mais recursos serão o imobiliário e o energético; os investimentos imobiliários deverão passar de R$ 170 bilhões em 2009 para R$ 202 bilhões em 2010", explica o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe. A taxa de investimentos públicos e privados para 2010 deve girar em torno de 20% do PIB, de acordo com a entidade.

Para Ana Maria Castelo, a recuperação da construção imobiliária, que sofreu com o cancelamento ou adiamento de lançamentos no início do ano, deve-se aos incentivos das políticas públicas anticíclicas. "Elas conseguiram reverter as expectativas negativas; o [programa habitacional] Minha Casa, Minha Vida foi fundamental", avalia.

Segundo a economista, apesar de o setor ter voltado a crescer num ritmo mais vigoroso, os riscos de um aquecimento insustentável como os de 2007 e 2008 são pequenos. Naquele período, a corrida das empresas de construção imobiliária para construir e entregar resultados gerou um aumento generalizado de custos, de terrenos, mão de obra, materiais e equipamentos. "É pouco provável que aquele cenário volte; 2007 e 2008 foram anos atípicos", aposta.

Emprego em alta
O nível de emprego na construção civil, de acordo com o SindusCon-SP, cresceu 7,3% de janeiro a setembro deste ano, comparado a mesmo período do ano anterior. No final de setembro, o setor empregava 2,297 milhões de trabalhadores com carteira assinadas. Desse total, 212 mil foram contratados em 2009. "Esse crescimento [no número de empregados] é expressivo, pois se dá sobre uma base muito elevada; 2007 e 2008 foram anos de crescimento atípico", explica Ana Maria Castelo.

Clique para conferir os slides sobre o desempenho da construção apresentados pelo SindusCon-SP:

http://www.piniweb.com/datapini/bancomaterias/images/SindusConSP_final_de_ano_2009v2.pdf

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30/03/2009

Plano Habitacional

Disponibilizamos para conhecimento, cartilha divulgada no site do Governo Federal, http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/Subsecretaria/publicacoes/boletins_cadernos/caderno_habitacao.pdf , contendo mais informações sobre o plano habitacional.

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25/03/2009

“Construção impulsionará o PIB”, diz presidente do SindusCon-SP

Apesar da crise, o produto da construção brasileira crescerá em 2009, voltou a afirmar o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, durante a entrevista coletiva à imprensa da 17ª Feicon Batimat (Feira Internacional da Indústria da Construção), organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. A feira será aberta nesta terça-feira e vai até 28 de março, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

“Temos motivos para acreditar que o PIB da construção crescerá cerca de 3% em 2009. Se isso acontecer, o setor estará fazendo o importantíssimo papel de impulsionar da economia, sobretudo porque é utilizador intensivo de mão de obra”, afirmou. Entretanto, o presidente do SindusCon-SP ponderou que, desta vez, o crescimento não será sentido por todos os setores da construção civil. “Essa alta não será uniforme nem entre as regiões do país”, disse.

Além de Watanabe, estiveram presentes o presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, Juan Pablo De Vera, e o diretor da feira, Jair Saponari, além dos presidentes da Anamaco, Claudio Conz; da Abrafati, Dílson Ferreira; da Abramat, Melvin Fox; do Siamfesp (Sindicato da Indústria de Artefatos de Metais Não Ferrosos no Estado de São Paulo), Denis Perez Martins; e do Sincomavi (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo), Reinaldo Pedro Correia.

Todos expressaram preocupação com os reflexos da crise internacional no setor, mas reforçaram, ao mesmo tempo, a convicção de que a situação já começou a melhorar. “Desde janeiro, quando o governo começou a sinalizar desoneração tributária para os materiais, tivemos queda nas vendas das lojas. Foram 12% a menos no primeiro bimestre. Mas, agora, o processo começa a se reverter e já trabalhamos com aumento de 5% para este ano”, revelou Claudio Conz.

“Março já foi melhor”, emendou Dílson Ferreira. Ele aposta no setor de tintas econômicas, se o pacote habitacional realmente acontecer e deslanchar, mas criticou a indisposição do governo em reduzir o IPI dos materiais. “As experiências anteriores mostraram o efeito positivo que essa medida pode gerar. O setor automobilístico é a última prova disso”, comentou.

“Temos condições de atender à demanda”, sentenciou Melvin Fox. “Hoje, a capacidade instalada da indústria baixou para 80%”, disse.

Lançamentos – Segundo os organizadores, os 650 expositores da Feicon Batimat apresentarão 2.500 novos produtos e sistemas em 36 mil m² de área de exposição. O evento faz parte da Semana Internacional da Indústria da Construção em São Paulo, que realiza ainda diversos eventos paralelos.

 

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25/03/2009

Pacote precisa ser ágil para gerar 500 mil empregos na construção

O pacote habitacional lançado hoje pelo governo está bem estruturado, e se for implementado com agilidade, deverá gerar 500 mil empregos até 2011. A avaliação é do presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Sergio Watanabe.

“As diretrizes do programa são consistentes: o volume de subsídios é expressivo e deve viabilizar o acesso à casa própria de 700 mil famílias de baixa renda; haverá uma desoneração tributária expressiva para a construção de conjuntos de habitação de interesse social”, afirma o presidente do SindusCon-SP.

Segundo Watanabe, “os recursos estão definidos de forma transparente, com a indicação de sua origem; e a distribuição das moradias será feita de acordo com a distribuição do déficit habitacional, sendo que a região Sudeste receberá 37% dos recursos”.

O que se espera agora é a implementação rápida do pacote, que depende do grau de agilidade da União, dos Estados e dos Municípios. “Isso implica a estruturação de bons projetos, com redução de tributos e desburocratização dos procedimentos de análise e aprovação”, afirma.

Para o presidente do SindusCon-SP, a etapa seguinte é tornar o programa perene. “Estamos atacando apenas 14% do déficit habitacional, estimado em 7,2 milhões de moradias. Para assegurar a continuidade do plano depois de 2010, será necessário garantir recursos do Orçamento para os próximos governos. Isso pode ser feito mediante a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Habitação, apoiada pela Campanha Nacional Moradia Digna. Ela propõe a destinação de 2% da arrecadação da União de 1% da arrecadação dos Estado, Municípios e Distrito Federal para o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, pelo período de 30 anos ou até a erradicação do déficit habitacional”, destaca o presidente do SindusCon-SP.

 

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25/03/2009

Governo lança Plano Nacional de Habitação

Programa vai destinar R$ 34 bilhões para a construção de um milhão de casas para famílias com renda de até dez salários mínimos

 

Da redação, com informações da Agência Brasil
 

O Governo federal lançou hoje (25) o pacote habitacional com a intenção de reduzir em 14% o déficit habitacional do país, estimado em 7,2 milhões de moradias.  O plano, denominado "Minha casa, minha vida", prevê um aporte de R$ 34 bilhões na construção de um milhão de casas para famílias com renda de até 10 salários mínimos.

Do total de recursos, R$ 16 bilhões serão subsidiados pela União e R$ 10 bilhões pelo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O Fundo Garantidor em financiamento do FGTS entrará com R$ 2 bilhões e o seguro em financiamentos do FGTS com mais R$ 1 bilhão.  Também está previsto mais R$ 1 bilhão para o refinanciamento de prestações da Casa Própria. A União também financiará a infraestrutura com mais R$ 5 bilhões e o BNDES entrará com mais R$ 1 bilhão para financiamento à cadeia produtiva. Confira, a seguir, resumo das principais medidas anunciadas:

Subsídios
Do valor total de subsídios, R$ 16 bilhões serão destinados à moradia para população com renda familiar de zero a três salários mínimos. O governo pretende construir 400 mil habitações para a população nessa faixa de renda, que pagará uma prestação mínima de R$ 50. A parcela deverá comprometer até 10% da renda pelo prazo de 10 anos. Essas famílias terão subsídio integral com isenção do seguro.

Para as famílias com renda entre três a seis salários mínimos, o pagamento da prestação prevê o comprometimento de até 20% da renda. O total de moradias para essa faixa também será de 400 mil unidades, com a previsão de investimento de R$ 10 bilhões. Para essa faixa de renda haverá aumento do subsídio parcial em financiamentos com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor. As demais 200 mil moradias serão destinas às famílias com renda entre seis e dez salários mínimos.

O imóvel a ser financiado poderá ter o valor máximo de até R$ 130 mil para as regiões metropolitanas em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Para os demais municípios, o valor máximo do imóvel será de R$ 80 mil.

Para famílias com rendas entre três e cinco salários mínimos serão cobrados juros de 5% ao ano para habitações novas. Para rendas entre cinco e seis salários mínimos, os juros serão de 6% ao ano. Para os municípios com mais de 500 mil habitantes e demais capitais estaduais e seus municípios limítrofes, o valor máximo do imóvel a ser atendido pelo programa, dentro da faixa de renda de três a seis salários mínimos, será de R$ 100 mil.

Distribuição de moradias
As moradias serão distribuídas proporcionalmente ao déficit habitacional. O Sudeste lidera o ranking de regiões do país com o maior número de moradias previstas. Do total de 1 milhão de unidades, 36,4% serão construídas na região. Em seguida está o Nordeste, com um total de 34,3%. No Sul devem ser construídos 12% dessa parcela e no Norte, 10,3%. O Centro-Oeste receberá 7% das moradias.

Redução dos custos cartorários
O mutuário com renda de zero a três salários mínimos não terá nenhum custo cartorário. A redução do custo será de 90% para rendas entre seis e dez salários mínimos. As empresas empreendedoras também serão beneficiadas com a medida. Os custos serão reduzidos em 90% para imóveis no valor de até R$ 60 mil; em 80%, quando o imóvel custar até R$ 80 mil; e 75% para imóveis de até R$ 130 mil.

As matrículas abertas a partir do registro da incorporação não resultarão em novos custos para o empreendedor. Emolumentos serão cobrados como se fossem uma única matrícula. Também haverá redução do prazo para registro da incorporação nos cartórios. A partir do programa, o cartório deverá conceder o número do registro que permite o início do empreendimento em 15 dias e o registro definitivo deverá ser emitido em mais 15 dias.

Refinanciamento de moradias
O Plano Nacional de Habitação prevê um total de R$ 1 bilhão para refinanciamento de prestações em casos de perda de renda. Para as famílias com renda entre três e cinco salários mínimos, o número de prestações garantidas pode chegar a 36.

Já para quem tem renda entre cinco e oito salários mínimos, o total de prestações é de 24, e para famílias com renda entre oito e dez salários mínimos, 12 prestações.

O pacote prevê ainda a quitação do financiamento pela União em casos de morte e invalidez permanente do mutuário, além de custeio de reparação de danos físicos ao imóvel. O total de recursos destinados para a medida é de R$ 1 bilhão.

Sustentabilidade
As casas construídas por meio do programa habitacional do governo federal devem possuir sistemas para captação de energia solar e de reaproveitamento de água da chuva.
 

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13/03/2009

FVG estima crescimento de 3,5% para o setor em 2009

Previsão que até dezembro de 2008 oscilava entre 3,5% e 4,7% se confirma na margem mais ponderada após anúncio de queda no PIB da economia no quarto trimestre

Fonte: Pini por Thiago Oliveira
 

A FGV Projetos e SindusCon-SP  (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) consolidaram sua estimativa de incremento do PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil de 2009 em 3,5%. Até dezembro do ano passado, a entidade trabalhava com dois cenários possíveis: um básico, segundo o qual o setor poderia crescer 4,7% em 2009, e outro moderado, pelo qual o desenvolvimento alcançaria 3,5%.

Um dos principais motivadores da mais recente previsão foi o anúncio feito esta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indicando queda de 3,6% no PIB da economia no quarto trimestre de 2008. O crescimento especificamente no setor da construção, que chegou a ser de 11,7% no terceiro trimestre do ano, restringiu-se a 2,1% no período seguinte.

Em reunião com empresários na sede do SindusCon-SP, a economista Ana Maria Castelo, consultora da FGV Projetos, afirmou que as atividades do setor permanecerão aquecidas no primeiro semestre, resultado de negócios fechados antes do início da crise global. "Mas o efeito do carregamento perderá força no segundo semestre, pois desde o início da crise, poucos lançamentos estão sendo realizados", observou Ana Maria.

Apesar das perspectivas de um 2009 historicamente difícil para o setor - há quem arrisque crescimento nulo da economia, este ano, o que certamente acarretaria consequências danosas à construção -, não faltam aspectos positivos em vista. Um deles foi mencionado, nesta mesma reunião no SindusCon-SP, pelo professor da Escola de Economia de São Paulo da FGV, Paulo Gala: "Até a metade do ano, certamente teremos a Selic (taxa básica de juros) abaixo dos 10%, o que nunca aconteceu desde que ela foi criada, em 1986".

Por essa e por outras razões (como os aguardados investimentos maciços do Governo Federal em habitação), Gala se diz otimista para a volta do crescimento sustentado do setor a partir de 2010. "A recessão no Brasil será curta, não vai desmontar as estruturas criadas na economia do País ao longo dos últimos anos", assegurou o professor.
 

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06/03/2009

Caixa bate recorde de financiamentos habitacionais no primeiro bimestre

Instituição desembolsou R$ 4,2 bilhões em janeiro e fevereiro para atender 94,6 mil contratos
 

A Caixa Econômica Federal assinou 94.682 contratos no valor de R$ 4,2 bilhões no primeiro bimestre de 2009. O valor representa um crescimento de 130% em relação ao mesmo período de 2008.  Quanto ao montante, a variação positiva foi de 119%. Esse foi o melhor resultado atingido pela instituição financeira no primeiro bimestre em volume de contratação. A Caixa prevê aplicar no setor de habitação cerca de R$ 27 bilhões em 2009.

Os empréstimos com recursos das cadernetas de poupança totalizaram R$ 2,4 bilhões em 54.753 imóveis. O número representa 57,7% do volume total contratado até fevereiro. Na linha de financiamento com utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a CAIXA aplicou o montante de R$ 1,7 bilhão em 35.959 imóveis.

O estado de São Paulo foi responsável por 30,3% (28.239) do total nacional de imóveis financiados, com contratos que somaram R$ 1,2 bilhão. No mesmo período de 2008, a Caixa financiou 10.455 imóveis no Estado, no montante de R$ 526,7 milhões. Os empréstimos com recursos das cadernetas de poupança atingiram R$ 626,8 milhões para financiar 16.165 imóveis paulistas. Na linha de financiamento com recursos do FGTS, a CAIXA aplicou R$ 525,4 milhões para aquisição/construção de 11.460 imóveis. No primeiro bimestre de 2008, foram financiadas 6.522 moradias no valor de R$ 337,6 milhões no Estado.
 

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09/02/2009

China construiu os edifícios mais altos de 2008

 

Dos dez maiores edifícios concluídos em 2008, seis estão na China, três nos Emirados Árabes (Dubai) e apenas um nos Estados Unidos - mais precisamente na Filadélfia.

A lista foi divulgada pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat, organização localizada em Chicago. De acordo com a mesma organização, 2008 - contra toda a crise econômica - foi o ano em que se construiu mais (e maiores) arranha-céus.

A maior das torres, com 492 m, é o Shanghai World Financial Center, de Kohn Pedersen Fox e Irie Mikaye. Confira a lista completa:

1 - Shanghai World Financial Center (Xangai, China), de Kohn Pedersen Fox e Irie Mikaye
2 - Almas Tower (Dubai, Emirados Árabes), de WS Atkins & Partners
3 - Minsheng Bank Building (Wuhan, China), de Wuhan Architectural Institute
4 - The Address Downtown Burj Dubai (Dubai, Emirados Árabes), de WS Atkins & Partners
5 - One Island East (Hong Kong, China), de Wong & Ouyang
6 - Comcast Center (Filadélfia, Estados Unidos), de Robert A. M. Stern Architects, Kendall e Heaton Associates
7 - Emirates Crown (Dubai, Emirados Árabes), de Design & ARchitecture Bureau
8 - The Cullinan I (Hong Kong, China), de Wong & Ouyang
9 - The Cullinan II (Hong Kong, China), de Wong & Ouyang
10 - One Lujiazui (Xangai, China), de Nikken Sekkey

Mais informações: www.ctbuh.org

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29/01/2009

Déficit habitacional foi de 7,2 milhões de unidades habitacionais em 2007

O déficit habitacional, indicador que mede a falta de moradias no país, situou-se em 7,209 milhões de unidades habitacionais em 2007. É o que revela a versão definitiva do estudo do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV Projetos.

O estudo foi realizado tendo como base a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios) do IBGE, que em 2007 atualizou dados e constatou diminuição no número de famílias, reduzindo a estimativa de demanda por moradia e, portanto, o próprio déficit habitacional.

Portanto, devido aos novos parâmetros utilizados para o cálculo, não se pode fazer uma comparação direta entre o déficit habitacional estimado para 2006, que havia sido de 7,964 milhões de moradias, com o déficit de 2007, calculado em 7,209 milhões.

Numa perspectiva de longo prazo, o déficit apresenta queda. Por exemplo, na comparação com 2001 (com dados ajustados pelo Censo), o déficit de 2007 (com dados ajustados pela Contagem Populacional) recuou de 15,7% para 12,8% dos domicílios.

Segundo o estudo, a razão da queda é que o número total de domicílios tem crescido à frente do número de novas famílias formadas, o que diminuiu o déficit por coabitação (mais de uma família morando na mesma residência). O aumento do número de domicílios é reflexo do crescimento econômico e da boa fase vivida pela construção civil a partir de 2005.

Contudo, cresceu a concentração das carências habitacionais nas faixas mais baixas de renda. Em 2006, 29,2% do total de domicílios inadequados eram habitados por famílias com renda mensal de até R$ 1 mil. Em 2007, este percentual passou para 31,1%.

Isso não significa que a população mais pobre esteja excluída da melhora nas condições habitacionais, apenas que ela está deixando o déficit habitacional de forma muito mais lenta. Em 2006, na faixa de renda até R$ 1 mil, 13,5% dos domicílios foram considerados inadequados (favelas), porcentagem que se reduziu para 12,6% em 2007.

 

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29/01/2009

Seminário Nacional Construção Civil no Brasil: desafios e oportunidades

O II SNCC, objetiva, principalmente, reunir empresários, instituições, pesquisadores e profissionais para discutirem os problemas existentes e as soluções necessárias para o desenvolvimento do setor; os processos construtivos e as dificuldades das cadeias produtivas; a gestão do conhecimento como elemento de inovação; e a oferta de mão-de-obra, entre outros temas atuais e importantes para a construção civil no Brasil.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas acessando o site do evento www.snccb.com.br 

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26/01/2009

Lei de assistência técnica gratuita é sancionada

Nova legislação determina que os municípios ofereçam consultoria de arquitetos, urbanistas e engenheiros a famílias de baixa renda

Fonte: PINI web
 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que assegura às famílias com renda mensal de até três salários mínimos assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitações de interesse social.

A lei 11.888, de autoria do deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), determina que a assistência técnica abranja todos os trabalhos do projeto de construção da moradia, ficando o acompanhamento e a execução da obra a cargo de profissionais das áreas de arquitetura, urbanismo e engenharia. A assistência técnica abrange cooperativas, associação de moradores ou uma única família. A construção pode ser feita por mutirão e há preferência de projetos executados em Zeis (Zona Especial de Interesse Social), urbanos ou rurais.

A lei também permite que sejam firmados convênios ou parcerias entre entes públicos e entidades promotoras de programas de capacitação profissional, residência ou extensão universitária nas áreas de arquitetura, urbanismo e engenharia.

O presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), Marcos Túlio de Melo, afirmou por meio de nota que o sistema detalhará com prefeituras e o Ministério das Cidades a operacionalidade da lei durante os próximos seis meses. Segundo Melo, a lei deverá abrir oportunidades no mercado de trabalho para engenheiros de diversas modalidades, arquitetos e urbanistas e técnicos em edificações.

Os recursos serão oriundos do FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social) e permite a participação do capital privado. A lei entrará em vigor no dia 24 de julho de 2009.

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24/01/2009

Câmara Brasileira da Indústria da Construção elogia redução da Selic

Medidas do governo deverão permitir que setor cresça 5% em 2009

 

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de reduzir a taxa básica de juros em um ponto percentual agradou o setor da construção civil. O governo anunciou no dia 21 de janeiro a queda de 13,75% para 12,75% ao ano da Selic.

Segundo Paulo Simão Safady, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria de Construção), a medida reduzirá a pressão do custo financeiro de toda a indústria brasileira. Safady espera que a meta de crescimento no País volte à normalidade a partir de 2010. "Com a sinalização do Copom essa semana e com a redução dos spreads a coisa já vai começar a funcionar melhor", comentou.

O presidente da Cbic também apontou que o intervalo das reuniões do Copom seja menor. "Achei que já estava mais do que na hora de começar a reduzir. O sinal do Copom de reduzir 1 ponto percentual é mais do que claro de que o ele não está mais preocupado com a inflação. Então, essa idéia de reduzir o prazo das reuniões e de acelerar a redução da taxa de juros me parece absolutamente razoável", argumentou.

Para Safady, se todas as medidas de apoio ao setor forem tomadas pelo governo, o crescimento da construção civil em 2009 deve ser inferior ao de 2008, ficando em 5%. A estimativa da CBIC é que o setor feche 2008 com crescimento de 9%. "O País precisa de muita proteção e muita coisa está sendo estudada. O governo está estudando desoneração tributária e uma série de propostas não só para o setor, como em geral", acrescentou Safady.

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16/01/2009

Caixa estima expansão de 30% nos empréstimos a empresas em 2009

A Caixa Econômica Federal espera aumentar o volume de empréstimos concedidos a empresas no país este ano, ocupando um vácuo deixado pelo setor privado por conta da crise internacional de crédito.

Segundo a presidente do banco estatal, Maria Fernanda Ramos, a expectativa é de um aumento de ao menos 30 por cento no volume de financiamentos concedidos para as pessoas jurídicas.

"Pretendemos manter o ritmo (de crescimento) de 30 por cento esse ano e já observamos que várias empresas estão interessadas", afirmou a executiva durante evento no Rio de Janeiro.

"Como houve escassez, a Caixa exerceu seu papel de banco público que é atender essas empresas de pequeno, médio e grande porte", acrescentou.

Maria Fernanda afirmou ainda que a Caixa pode elevar de 350 mil para 500 mil reais o teto do valor dos imóveis que poderá usar financiamento do FGTS.

"Essa é uma das medidas estudadas no conjunto de ações que serão anunciadas pelo governo ... o valor ainda depende do Ministério da Fazenda", disse a executiva.

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16/01/2009

Brasil pode ter juro de um dígito em 2009

O banco britânico Barclays considera que a taxa de juros básica brasileira deve fechar 2009 em 10,25% ao ano, ou seja, 3,5 pontos percentuais abaixo do atual patamar. Em relatório que reviu as próprias estimativas apresentadas em meados de dezembro do ano passado, a instituição também afirmou que um corte para menos de 10% não pode ser descartado. Desde 1996, quando o BC começou a divulgar uma meta para a taxa Selic (o juro básico da economia brasileira), o menor patamar já alcançado foi de 11,25% ao ano, entre setembro de 2007 e abril de 2008.

Em sua análise, o banco afirma que a crise financeira internacional foi muito prejudicial para a produção industrial do país. Porém, propiciou uma menor pressão inflacionária. Esses dois ingredientes, segundo o Barclays, seriam suficientes para o Copom (Comitê de Política Monetária) mudar sua política fiscal conservadora e aplicar agressivas reduções nos juros, principalmente no primeiro semestre.

A previsão da instituição é que o BC reduza já na próxima reunião do Copom - marcada para a próxima semana - a taxa Selic em 0,75 ponto percentual. Esse mesmo índice de queda, segundo o banco, seria repetido nas reuniões de março, abril e junho, e apenas no encontro de julho a redução cairia para 0,5 ponto percentual. Caso essa previsão se confirme, a taxa de 10,25% ao ano nos juros básicos seria apenas mantida até o final do ano.

A análise do banco britânico para a taxa básica é mais agressiva que a média do mercado, segundo a última pesquisa Focus divulgada na segunda-feira (12) pelo BC. O levantamento com economistas estima que o Copom vá reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa de juros na próxima reunião, e levaria para uma Selic de 11,75% ao ano até o fim de 2009.

O Barclays admite que derrubar a taxa Selic para patamares inéditos implica em riscos, mas lembra que a política monetária brasileira já atingiu maior maturidade e lembra que o México e o Chile - que usam uma política de juros parecida há mais tempo - já experimentam cortes nos juros mais agressivos em épocas de desaceleração econômica persistente.

Atividade econômica

Sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano, os analistas do Barclays estão mais pessimistas que o mercado e preveem expansão de apenas 0,9%. Já o Orçamento da União prevê crescimento do PIB em 4% para 2009, o Banco Central espera 3,2% e a média dos economistas, 2%.

O principal fator negativo destacado pelo Barclays trata da forte retração da atividade econômica no país no quarto trimestre do ano passado, tendo se agravado em dezembro. Em seu monitoramento, o banco acredita que a atividade econômica caiu 3,6% nos últimos três meses na comparação com igual período imediatamente anterior. A queda no consumo de bens duráveis (como veículos e eletrodomésticos) e o ajuste nos investimentos sugerem essa forte retração do PIB. E os dados mais recentes do setor manufatureiro, de papel para embalagens, de consumo de energia e de tráfego de veículos sugerem que uma recuperação mais firme só virá no segundo semestre deste ano.

Como aspecto positivo, o relatório destaca ainda que a inflação subiu abaixo do esperado nas últimas semanas por causa da redução da atividade econômica. Nem a forte desvalorização do real pressionou os preços. O banco aponta uma desaceleração mais acentuada nos alimentos – que foi um grande vilão em 2008. Mesmo que houvesse uma nova onda de pressão inflacionária, o Barclays lembra que os preços da gasolina no país ainda estão muito acima da média mundial e isso poderia ser utilizado pelo governo para controlar a taxa de inflação. A previsão é que o IPCA (principal índice de preços ao consumidor) feche este ano em 4,6%, ou praticamente no centro da meta do governo.

O argumento mais sólido contra uma forte redução dos juros, segundo o Barclays, é que a economia brasileira precisa se desacelerar para não colocar pressão sobre as contas externas. O Brasil já experimentou uma rápida desvalorização do dólar, com a moeda cotada acima de 2,30 reais nos últimos dias. Se a economia continuar aquecida, isso deverá levar a um aumento das importações que tenderia a colocar ainda mais pressão sobre a taxa de câmbio em um ambiente de queda dos preços das commodities, aversão estrangeira a investimento de maior risco como os títulos e ações brasileiras e aumento do déficit das contas externas. "Sem um ajuste da demanda doméstica e seu efeito sobre as importações, a necessidade de financiamento externo passaria a ser grande demais", diz o banco. Nesse cenário, o BC teria de conter a queda da taxa de juros para atrair capitais - e ficaria impossível chegar à Selic de um dígito.

Tags: mercado

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