IAB-SP muda a temática da 8ª Bienal Internacional de Arquitetura
Ecos Urbanos substitui Sustentabilidade como tema principal da mostra, que acontece entre outubro e dezembro de 2009
A temática da 8ª BIA (Bienal Internacional de Arquitetura) mudou e não será baseada apenas na Sustentabilidade, como anunciada anteriormente. Ecos Urbanos é o novo tema da mostra. "Levando em consideração algumas observações feitas pelos arquitetos do conselho da Fundação Bienal, chegamos à conclusão de que deveríamos ampliar o conteúdo do projeto da Bienal e deixar que a sustentabilidade se tornasse apenas uma vertente do evento, e não a principal", explica Rosana Ferrari, presidente do IAB-SP (Instituto dos Arquitetos do Brasil - Regional São Paulo). Cada letra da palavra Ecos representa uma dessas vertentes: Espacialidade, Criatividade, Originalidade e Sustentabilidade.
Serão apresentados projetos nacionais e internacionais que visem o desenvolvimento urbano sustentável, permitindo que o adensamento humano em cidades ocorra de forma planejada e adequada para diminuir os impactos negativos sobre o meio ambiente.
Além da temática, a Bienal também mudou sua curadoria, que possui agora 17 membros. Cada um deles vai ter autonomia para cuidar de um determinado setor da Bienal, como a logística, a montagem de ambientes, a divulgação da mostra, e as próprias exposições Nacional e Internacional, entre outros.
A mostra vai acontecer no Pavilhão da Bienal, no parque do Ibirapuera, em São Paulo, que está reservado entre os dias 1º de outubro e 12 de dezembro. "A perspectiva é de que a Bienal seja aberta entre os dias 21 e 30 de outubro e finalize no dia 2 de dezembro, mas não temos ainda a data certa", explica Rosana. De acordo com a presidente do IAB-SP, daqui a duas semanas esses detalhes principais da Bienal já devem estar definidos. Até lá, a instituição e a curadoria do evento farão uma série de reuniões, sendo a primeira na quinta-feira, dia 21.
O lançamento internacional e nacional da 8º BIA está programado para acontecer no final de julho, quando a UIA (União Internacional de Arquitetos) chegará ao Brasil para acertar os detalhes finais sobre os projetos internacionais que integrarão a mostra.
O primeiro museu nacional da Itália dedicado unicamente à arte contemporânea deve inaugurar ainda esse ano, no próximo verão italiano. O projeto do Centro de Arte Contemporânea de Roma, denominado MAXXI (Modern Art XXI), foi escolhido por concurso em 1998, e leva a assinatura da arquiteta iraquiana Zaha Hadid.
A obra do complexo deveria estar finalizada em 2005, mas foi sendo adiada pelos vários cortes orçamentais que ameaçavam sua conclusão.
A estrutura do MAXXI está centrada em um antigo quartel militar. Mantendo as construções originais, funciona como se o complexo cultural fosse um "enxerto urbano", uma segunda pele desse espaço. A proposta de Hadid foi manter a altura baixa em contraste com o alcance e as grandes dimensões das superfícies lineares.
Zaha Hadid tem colaborado de forma significativa com a nova arquitetura italiana. Além do MAXXI em Roma, possui projeto de um condomínio residencial em Florença e de uma estação de trem em Nápoles.
A urgência da sustentabilidade como janela de oportunidade para a arquitetura
Por Fernando Luiz Lara
Muito já se escreveu sobre a diminuição do papel social da arquitetura. De proponentes de um futuro melhor e mais justo passamos, no curso de algumas décadas, a cínicos realizadores de espaços excludentes. A crescente abstração do discurso arquitetônico no primeiro mundo (ver os textos saídos recentemente da Universidade de Columbia, em Nova York, ou da AA - Architectural Association, em Londres) só aumenta a sensação de isolamento e elitismo do metier arquitetônico.
Um rápido olhar sobre as transformações na prática da arquitetura nas últimas três décadas nos revela mudanças intensas como a introdução do computador no final dos anos 80, que, no meu modo de ver, guarda muitas semelhanças com o imperativo atual da sustentabilidade. Assim como agora vários arquitetos reagem contra a "moda" verde, há vinte anos a chegada dos microcomputadores e do CAD suscitou o mesmo tipo de desconfiança. Junto com uma resistência legítima que denunciava a superficialidade dos primeiros experimentos digitais, acabamos por jogar fora várias possibilidades de aprimoramento do processo criativo que só agora estão se firmando, depois que absolutamente todo mundo se tornou necessariamente fluente em desenho auxiliado pelo computador (CAD).
De certa maneira vivemos um momento muito parecido em que são os alunos que demandam mais conhecimento sobre a construção sustentável, assim como a minha geração (formada em 1993) brigava para poder entregar seus trabalhos em CAD, e não unicamente desenhado a nanquim no vegetal. A resistência de grande parte dos arquitetos, embora acertada em relação à exploração superficial do conceito de "arquitetura verde" pelo marketing imobiliário, joga fora o bebê junto com a água do banho ao não perceber as infinitas possibilidades de recuperação do papel social e, em consequência, do prestígio da profissão que o imperativo da sustentabilidade nos apresenta.
Enquanto isso, a prática de projetar e construir edifícios vai sendo mordida aos poucos por projetistas de interiores, consultores do mercado imobiliário, especialistas em orçamento e project managers que, junto com os tradicionais incorporadores e construtores, vão fazendo do projeto arquitetônico um apêndice do processo. É como se o nosso campo do conhecimento estivesse sendo tomado por especialistas de todo tipo enquanto nós mesmos, os arquitetos, não conseguimos definir e muito menos comunicar para o público leigo o valor do nosso trabalho.
A propósito, qual é mesmo a nossa base do conhecimento? Em plena era da informação é triste perceber que tanto a prática quanto o ensino de arquitetura têm dificuldades em articular o conhecimento sobre o qual se assenta a disciplina.
Olhar para os anos 80 nos dá várias entradas para entender o momento atual em paralelo com o que acontecia há 30 anos. Naquele momento a crise do paradigma moderno na segunda metade do século passado tinha gerado diversas correntes em busca de uma nova articulação para o processo de projeto. No meio de tantos historicismos, estruturalismos e pós-modernismos em geral, percebe-se um aumento significativo da pesquisa em arquitetura.
Foi a época da formação dos primeiros programas de pós-graduação (MSc e PhD) em arquitetura na Europa e nos Estados Unidos, em que uma nova aliança se formava entre a arquitetura e as emergentes ciências da informação. O objetivo principal era tornar transparente a "caixa preta" da criatividade, o que, associado com o alvorecer da computação, deixou uma quantidade grande de pesquisa rigorosa e nos fez entender um pouco melhor o que realmente acontece quando projetamos.
Se os anos 80 mereceram o título de "década cor-de-rosa", dado pela crítica argentina Marina Weisman, não foi somente pelas cores dos edifícios de Michael Graves e Aldo Rossi, mas, principalmente, devido ao abandono de toda e qualquer ambição de se transformar a realidade por meio da arquitetura. Nossa disciplina passou por um período autorreferencial e centrípeto em que, junto com qualquer traço de utopia, foi descartada também a ideia de que o conhecimento sistematizado teria espaço no processo de criação. Se o objetivo principal da pesquisa sobre os métodos de projeto (design methods) era dissecar a maneira com que projetamos para que pudéssemos alcançar um ambiente construído de melhor qualidade, tal objetivo foi considerado irrelevante pela ideia de que a arquitetura deveria ser menos um artefato e mais um objeto cultural.
Como consequência dessa mudança de valores, a ligação entre projeto e estrutura do conhecimento foi questionada a ponto de torná-la absolutamente periférica, enquanto outras pontes foram feitas com disciplinas às vezes tão distantes da arquitetura quanto a crítica literária, por exemplo. É importante reconhecer que o abandono da sistematização como parte do processo de projeto (e sua substituição pela ênfase no discurso) ocorreu porque o modelo de "laboratório" dos anos 70 foi demasiadamente contrário à cultura do ateliê que configura o eixo central da nossa disciplina (seja no ensino ou na prática) há mais de dois séculos.
Este momento de convergência meio forçada entre a pesquisa e o projeto acabou por gerar vários problemas: 1) a ênfase na pesquisa estava menos interessada no ensino e na prática existentes e muito mais empenhada em reinventar toda a disciplina da arquitetura; 2) o fascínio inicial com o computador como gerador de forma criou uma cultura de autossuficiência na comunidade de pesquisa. Os programas e códigos começaram a ser desenvolvidos "for computation sake", e não para aprimorar a relação com projeto; 3) o esforço de pesquisa dos anos 70 gerou uma imagem de oposição à cultura do ateliê ao mesmo tempo em que o crescimento da pós-graduação se dava "pelas beiradas", ou seja, ligada a disciplinas afins como a sociologia, a psicologia, a filosofia e as engenharias, o que acabou por exacerbar as diferenças entre os professores doutores e aqueles com prática de escritório.
Em resumo, em vez de abraçar o ethos do ateliê para transformá-lo ou aprimorá-lo por dentro, os pioneiros da pesquisa tentaram instaurar um ensino de regras lógicas e teorias normativas, com pouquíssimo espaço para a experimentação. Se existe uma lição a ser aprendida a partir dessa frustrada iniciativa é o fato de que o ateliê é e continuará sendo o cerne do ensino de arquitetura. Por isso, em vez de evitá-lo, como fizeram no passado, nós devemos abraçá-lo como componente fundamental da criatividade e da invenção na qual se baseia nossa profissão.
Não obstante, ignorar a importância da pesquisa na produção e sistematização do conhecimento significa abandonar uma parte grande de nossa responsabilidade pública para um ambiente construído melhor. No momento em que o planeta passa uma crise ambiental sem precedentes, parece óbvio que a sustentabilidade ambiental (que por sinal deve andar de mãos dadas com a sustentabilidade social) passa a ser uma prioridade inadiável.
Mais ainda que um imperativo, a necessidade de se construir melhor e com menos desperdício de matéria e energia se coloca como uma oportunidade ímpar para reorganizar nossa base do conhecimento e reconquistar nosso esgarçado papel social. Por mais que vários cursos sejam ministrados sobre o assunto nas escolas de arquitetura, defendo a ideia de que tal conhecimento não vai se impor na prática da arquitetura enquanto não for integrado ao ateliê.
Aqui na Universidade de Michigan essa integração faz parte de um esforço coordenado no sentido de começar a formar agora o profissional que precisaremos num futuro muito, muito próximo. Foi nesse sentido que em 2006 ofereci um ateliê de mestrado baseado na seguinte premissa: o que vai acontecer com a paisagem norte-americana na medida em que o aumento do preço do combustível passe a restringir o uso do automóvel?
Qualquer um que já se aventurou pela periferia das cidades norte-americanas sabe que a estrutura viária das highways dita o padrão de ocupação. Criadas ao longo dos anos 50 para facilitar o acesso motorizado do subúrbio para o centro das cidades - e também para forçadamente espalhar a infra-estrutura que assim resistiria melhor aos possíveis bombardeios soviéticos - as highways são hoje a espinha dorsal da economia urbana mesmo em cidades densas como Nova York e São Francisco.
O ateliê em questão buscava induzir os alunos a pensarem no impacto arquitetônico de um aumento significativo do preço da gasolina (naquela época beirando 2,50 dólares por galão). Como seriam os drive-through, os strip-malls e as lojas de conveniência num mundo onde a gasolina fosse cara como na Europa (por volta de 4,50 dólares/galão naquela época).
Para estruturar melhor seus projetos os alunos tinham de lidar com vários conceitos do mundo da pesquisa. Seguir as fontes dos relatórios, entender como dados iguais podem gerar interpretações diferentes, discutir como a metodologia da pesquisa influencia o resultado. O ateliê analisou ainda questões econômicas como o impacto do crédito fácil no orçamento familiar e o impacto do setor de transportes na economia e na emissão de carbono.
Cabe explicar que normalmente os ateliês de mestrado se baseiam em questões muito mais abstratas como estudos sobre a representação ou investigações espaciais em modelagem tridimensional. Números e tabelas são quase de domínio exclusivo dos urbanistas na pós-graduação nos Estados Unidos. Não por acaso, trazer tais dados para dentro do ateliê foi um desafio e tanto. Não acostumados com o funcionamento das ciências, os alunos de arquitetura tendem a confundir pesquisa com o simples ajuntamento de informações. O fato de que a pesquisa sempre busca padrões generalizáveis enquanto o projeto de arquitetura é quase sempre específico gera um conflito difícil de se resolver. Mas o atrito entre a pesquisa e o projeto pode também gerar frutos. Quando os alunos entendem que o conhecimento pode (e deve) ser cumulativo e que não precisamos reinventar a roda com cada projeto, se livram da ansiedade de serem geniais a cada traço e a criatividade é canalizada para a busca de soluções.
Em resumo, ao trazer os conceitos de pesquisa para dentro do ateliê buscamos preparar melhor os futuros arquitetos para um mundo em transformação. Enquanto escrevo essas linhas os mercados financeiros operam de forma caótica, uma chuva de granizo sem precedentes danifica 20 mil automóveis na minha Belo Horizonte e aqui nos Estados Unidos a gasolina já custa mais do que nossa previsão "pessimista" de dois anos atrás.
Por acreditar que a arquitetura pode ter uma contribuição significativa para um mundo mais justo e mais saudável defendo que temos uma janela de oportunidade única. A urgência das crises ambiental e social está trazendo os holofotes para a nossa disciplina. Negar o imperativo da sustentabilidade como moda ou dizer que toda boa arquitetura já é sustentável não basta, assim como não basta marcar itens numa lista e dizer que esse edifício é "certificadamente" verde.
A chance que se coloca diante de nós é a de reestruturar a nossa base do conhecimento e nossos valores, infiltrando tais questões urgentes dentro dos ateliês de forma a podermos articular com clareza qual cidade e qual arquitetura queremos para os próximos 50 ou 100 anos.
Este texto é baseado na comunicação Lab-coats back in studio. Can sustainability bring design and research back together? apresentada na conferência 50 Years On, resetting the agenda for architectural education, promovida pela Universidade de Oxford, Reino Unido, em julho de 2008.
Projeto de renzo piano para museu de história natural transforma elementos construtivos em parte da expografia
Depois de três anos exilados no centro de São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos, 40 mil animais vivos (de pinguins africanos a pirarucus) e 20 milhões de espécies para pesquisas (incluindo uma coleção de 700 mil borboletas) migraram de volta à Academia de Ciências da Califórnia, no parque Golden Gate. Agora, em vez dos 11 prédios neoclássicos construídos entre 1916 e 1991, foram abrigados sob uma cobertura viva, ondulada, de 10 mil m² projetada pelo arquiteto genovês Renzo Piano.
Sob uma cobertura composta por 1,2 mil toneladas de solo e plantas vivas nativas que foi como que recortada e erguida 12 m acima do nível do terreno, Piano acomodou o aquário, o planetário, o museu de história natural e as quatro amostras de florestas da instituição. A construção forma um volume de paredes transparentes que não apenas acolhe exposições sobre a natureza, mas também se apresenta como uma.
A Academia de Ciências foi inaugurada em 1853. Em 1916, mudou-se para o parque Golden Gate, num terreno retangular de 4,1 km² (0,7 km² maior que o Central Park de Nova York) onde se expandiu aos poucos com a construção de novos prédios. Em 1989, quando seus números de visitação anual atingiam meio milhão, foi arrasada pelo terremoto de Loma Prieta, que matou 63 pessoas na Baía de São Francisco e deixou até 12 mil desabrigadas. A restauração dos antigos edifícios do museu seria inviável não apenas econômica, mas também arquitetonicamente: o mutante uso dos espaços, a diferença de altura dos pavimentos entre prédios e novas demandas ambientais fizeram ser melhor construir um novo edifício. Seu acervo migrou para o centro de São Francisco em 1995 para que fosse demolida e em seu lugar se construísse o projeto de Piano.
Enquanto em 1977 Piano explorou (em conjunto com Richard Rogers) a estética industrial com tubulações, escadas rolantes e sistema estrutural expostos no centro Georges Pompidou, em Paris, três décadas depois expõe na Academia uma nova ética arquitetônica balizada por estratégias ambientais. O concurso para a Academia de Ciências fez parte de um programa do departamento ambiental de São Francisco que propunha dez projetos-piloto que servissem de modelo de arquitetura sustentável para espaços públicos. Piano buscou nessa obra não apenas diminuir o impacto ambiental, mas também deixar expostas as estratégias utilizadas como parte da expografia.
A mais visível é a cobertura viva, que, além de servir de isolamento térmico, absorve anualmente 14 milhões de litros de água pluvial - 98% da chuva que cai sobre ela. Outra é a iluminação natural através de claraboias instaladas na cobertura e pelos panos de vidro de alta performance da fachada, que limitam o ganho de calor por irradiação. Com isso, 90% dos espaços ocupados constantemente têm luz natural, enquanto a artificial só é acionada por fotossensores conforme escurece o dia. A ideia era que o museu abrigasse o usuário tal como uma árvore que protege do tempo sem isolar do entorno. Todo o perímetro da cobertura foi sombreado por beirais com 60 mil células fotovoltaicas que produzem entre 5% e 10% da energia do prédio (213 mil kWh por ano).
Promover em seus frequentadores uma cultura sustentável também fez parte do projeto de Piano, e as providências nesse sentido chegam a detalhes como bicicletário com segurança reforçada e postos de reabastecimento para veículos elétricos no estacionamento.
O aquecimento durante os meses frios é feito por piso radiante, que, segundo o escritório, reduziu o consumo energético entre 5% e 10%, enquanto a ventilação é natural, feita por janelas motorizadas e pelas claraboias. Baterias de torneiras eletrônicas do banheiro são carregadas por microturbinas que giram com o fluxo da água, descargas são abastecidas pelas galerias pluviais da cidade e a água dos aquários é bombeada diretamente do oceano Pacífico.
O uso de materiais reciclados começou na demolição dos prédios existentes: 90% dos escombros foram reutilizados, 9 mil toneladas de entulho na construção de uma estrada e 12 mil toneladas de aço na estrutura do novo prédio. Painéis de isolamento termoacústico foram feitos com o algodão de jeans reciclados.
Como resultado, a Academia foi o primeiro museu a ganhar o certificado Leed Platinum do US Green Building Council, com consumo energético 35% menor que o prescrito pelas leis da Califórnia
Dos dez maiores edifícios concluídos em 2008, seis estão na China, três nos Emirados Árabes (Dubai) e apenas um nos Estados Unidos - mais precisamente na Filadélfia.
A lista foi divulgada pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat, organização localizada em Chicago. De acordo com a mesma organização, 2008 - contra toda a crise econômica - foi o ano em que se construiu mais (e maiores) arranha-céus.
A maior das torres, com 492 m, é o Shanghai World Financial Center, de Kohn Pedersen Fox e Irie Mikaye. Confira a lista completa:
1 - Shanghai World Financial Center (Xangai, China), de Kohn Pedersen Fox e Irie Mikaye
2 - Almas Tower (Dubai, Emirados Árabes), de WS Atkins & Partners
3 - Minsheng Bank Building (Wuhan, China), de Wuhan Architectural Institute
4 - The Address Downtown Burj Dubai (Dubai, Emirados Árabes), de WS Atkins & Partners
5 - One Island East (Hong Kong, China), de Wong & Ouyang
6 - Comcast Center (Filadélfia, Estados Unidos), de Robert A. M. Stern Architects, Kendall e Heaton Associates
7 - Emirates Crown (Dubai, Emirados Árabes), de Design & ARchitecture Bureau
8 - The Cullinan I (Hong Kong, China), de Wong & Ouyang
9 - The Cullinan II (Hong Kong, China), de Wong & Ouyang
10 - One Lujiazui (Xangai, China), de Nikken Sekkey
A Torre Agbar é um arranha-céu na Plaça de les Glories Catalanes ", Barcelona. Foi projetado pelo arquiteto francês Jean Nouvel em associação com a empresa espanhola b720 Arquitectos e construído pela Dragados. Ele abriu em junho de 2005 e foi inaugurado oficialmente pelo Rei da Espanhaem 16 de setembro de 2005.De acordo com Jean Nouvel, a forma da Torre Agbar foi inspirado por Montserrat, uma montanha perto de Barcelona, e pela forma de um cilindro elétrico subindo para a atmosfera. A Torre Agbar mede 144,4 m de altura e consiste de 38 andares, incluindo quatro níveis subterrâneos.Uma característica do edifício é a sua iluminação noturna. Possui 4500 LED luminoso dispositivos que permitam geração de imagens na fachada luminosa.Além disso, tem sensores temperatura no exterior da torre que regulam a abertura eo fechamento das cortinas de vidro da fachada do edifício, reduzindo o consumo de energia para ar condicionado.
Ainda em construção, prédio mais alto atinge 688 m
O prédio mais alto do mundo atingiu, no final de semana, a marca de 688 m de altura, informou nesta segunda-feira a construtora do projeto. O Burj Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, também já é a construção com o maior número de andares no planeta, atualmente com 160. A Emaar Properties, desenvolvedora do projeto, ainda não especificou qual o tamanho final do edifício, que deve ficar próximo aos 900 m.
Em abril de 2008, a torre de Dubai ultrapassou em altura o mastro da torre da KVLY-TV, que fica na Dakota do Norte, nos Estados Unidos, e, com 628,8 m, se tornou a estrutura mais alta do mundo.
Em julho de 2007, a Burj Dubai atingiu outro marco de sua construção ao superar o antigo prédio mais alto do mundo, a torre Taipé 101, que domina a capital taiwanesa com 508 m de altura.
A torre é o elemento central de um projeto imobiliário de US$ 20 bilhões para a construção de um novo bairro em Dubai, que incluirá 30 mil apartamentos e o maior centro comercial do mundo.
Desenhado pelo escritório Skidmore, Owings & Merrill (SOM), de Chicago, o edifício é construído pela Samsung Corporation, sendo o projeto e a construção gerenciados pela Turner International.
Atualmente, destacou a Emaar Properties PJSC, os 7,5 mil empregados da obra estão trabalhando no revestimento externo do prédio e iniciando o trabalho nos interiores. A empresa informou ainda que usou tecnologia para garantir que seu prédio seja também "padrão" para uso racional de energia e reciclagem de água.
O prédio mais alto do mundo deve ser concluído com cerca de 900 m de altura.
Esta é a fórmula de uma história de amor de um artista para outro. Sydney Pollack, um dos maiores cineastas do mundo, que conhecia pouco sobre arquitetura a não ser o que admirava, foi convidado por seu amigo, o notório arquiteto Frank Gehry, para fazer um filme sobre sua vida e métodos de trabalho. O resultado dessa parceria é muito especial: armado com uma câmera, Pollack mergulha na vida do criador do museu de Guggenheim em Bilbao, rastreando sua juventude, seu primeiro casamento e sua crescente fama. O filme apresenta um retrato muito próximo e observador de Gehry quando interage com colegas de trabalho desenvolvendo meticulosamente maquetes até encontrar a perfeição. Pollack realiza um ótimo trabalho ao capturar estes momentos, quando idéias espontâneas colidem com questões práticas. Trata-se de um filme sensível sobre um homem que ousou sonhar com edifícios que transcendem o traço linear que define a maior parte da arquitetura. Acima de tudo, Gehry, dinâmico e questionador, se revela um assunto interessante e encantador. visite o site: www.sketchesoffrankgehry.com
É possível contar a história de um povo através da sua arquitetura? Dizem que o aspecto mais importante da aparência dos edifícios está no que vislumbramos a respeito das sociedades que os construíram. Seguindo este raciocínio, podemos afirmar que a arquitetura de Oscar Niemeyer e outros arquitetos da sua geração é, com certeza, o que de melhor o Brasil produziu. Uma arquitetura com alma própria, inspirada na geografia de nosso país, que acabaria por influenciar arquitetos no mundo inteiro.
Oscar Niemeyer – A vida é um sopro é um filme que, sem pretender ser inovador ou genial como o personagem que lhe serve de tema, procura se pautar na clareza de suas linhas e na poética de suas formas, para (re)construir a história do maior ícone da Arquitetura Moderna Brasileira. Uma história indissociavelmente ligada às transformações do país neste último século.
No documentário, de 90 minutos, o arquiteto conta de forma descontraída como concebeu seus principais projetos. Mostra como revolucionou a Arquitetura Moderna, com a introdução da linha curva e a exploração de novas possibilidades de utilização do concreto armado. Fala também sobre sua vida, seu ideal de uma sociedade mais justa e de questões metafísicas como a insignificância do Homem diante do Universo.
Produzido pela Santa Clara Comunicação e rodado em vídeo digital e 16mm no Brasil, na Argélia, França, Itália, Estados Unidos, Uruguai, Inglaterra e Portugal, A vida é um sopro é costurado por imagens de arquivo inéditas e raras, e por depoimentos de personalidades como os escritores José Saramago, Eduardo Galeano e Carlos Heitor Cony, o poeta Ferreira Gullar, o historiador Eric Hobsbawn, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, o ex-presidente de Portugal Mário Soares e o compositor Chico Buarque. visite o site http://www.avidaeumsopro.com.br/
O edifício faz parte de uma área de 2 km ² em desenvolvimento chamada "Downtown Dubai" e está localizado no "Primeiro Interchange", juntamente com a Sheikh Zayed Road e Doha Street. O arquiteto da torre é Adrian Smith que trabalhou com Skidmore, Owings and Merrill (SOM) até 2006. SOM é uma firma de arquitetura e engenharia encarregada do projeto. A primeira construtora é Samsung Engineering & Construction juntamente com a Besix e a Arabtec. A escolha das construtoras foi feita pela CBM Engineers.O orçamento total do projeto do Burj Dubai é de cerca de US$ 4,1 bilhões e para toda a nova "Downtown Dubai", $ 20 bilhões de dólares.
Burj Dubai em Março de 2008
Recordes Atuais
Estrutura mais alta livre de cabos: 589.5 metros (1,964 pés) (anterior CN Tower - 553.3 m (1,815 pés))
Edifício com mais andares: 158(anterior Sears Tower/World Trade Center - 110)
Concreto vertical (para o edifício): 601.0 m (1,972 pés) (anterior Taipei 101 - 449.2 m (1,474 pés))
Concreto vertical (para qualquer construção): 601.0 m (1,972 pés) (anterior Riva del Garda Hydroelectric Power Plant - 532 m (1,745 pés)
Altura projetada
A projeção da altura final do Burj Dubai está sendo mantida em segredo devido à concorrência com outros edifícios propostos ou em construção, no entanto, os valores liberados por um contratante no âmbito do projecto têm sugerido uma altura de cerca de 818 m (2684 pés). Baseando-se nesta altura, o número total de andares habitáveis espera-se que seja cerca de 162. No entanto, o gerente de construção do Burj Dubai, Greg Sang, disse apenas que a altura final seria superior a 700 m (2297 pés), e que seria a estrutura sem apoios mais alta do mundo, quando concluída.