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Relacionamento Com o Cliente: Guia de Imóveis

Por dentro do mercado imobiliário
Quando o assunto é aplicar o dinheiro de maneira segura, uma das primeiras opções que vem à cabeça da maioria das pessoas é a aquisição de imóveis. Alternativa que também é considerada por muitos que já planejam uma aposentadoria tranqüila, com mais conforto, e que pretendem viver com a renda dos aluguéis dos imóveis adquiridos. Mas não podemos esquecer também dos brasileiros cujo objetivo é simplesmente concretizar o sonho da casa própria. Seja qual for a razão pela qual você está procurando um imóvel para comprar, o grande dilema, sem dúvida alguma, é conseguir identificar no mercado imobiliário as oportunidades mais vantajosas para partir para o investimento. Afinal, é do seu dinheiro que estamos falando. E é exatamente esse o foco do nosso Guia de Imóveis. Proporcionar ao comprador uma abordagem dos principais temas relacionados ao mercado imobiliário.
Custos devem caber no seu bolso
Não se deve colocar suas finanças em risco apenas para atender aos caprichos de sua família. Para definir um valor razoável para o imóvel onde você pretende morar é preciso ter os pés no chão e tomar cuidado para não prejudicar a flexibilidade de sua vida financeira. Não comprometa demais sua renda. A maioria das pessoas não possui um saldo bancário suficiente para comprar uma casa à vista. Dessa forma, são obrigadas a financiar boa parte do valor do imóvel. Neste sentido, a recomendação é que você nunca comprometa mais de 30% de seu orçamento com as prestações do financiamento. Quanto menor o valor financiado, menos você gastará com juros e mais barato será a aquisição de sua casa.
Financiamentos
Comprar o primeiro imóvel é talvez a maior conquista na vida de uma família. Além da questão simbólica, a aquisição de uma casa envolve um enorme esforço material. Para amenizar esse problema, existem os financiamentos imobiliários que agilizam a aquisição da casa própria.
Prestações

Num contrato de financiamento, há cláusulas que determinam o valor das prestações. A prestação é, portanto, a questão mais importante num financiamento imobiliário. Isso porque, dependendo de como ela é constituída, os valores podem crescer ou decrescer ao longo da quitação da dívida.

A prestação é dividida em amortização e juros. Amortização é o que está sendo devolvido ao banco pelo dinheiro emprestado. E os juros são o valor referente ao "aluguel" desse dinheiro. Lembre-se que você paga juros sobre o que ainda falta devolver ao banco, ou seja, sobre o saldo devedor.

Como juntar dinheiro para a compra da sua casa
O maior desafio na vida de uma pessoa é a compra do primeiro imóvel. Como começar a economizar dinheiro para comprar a casa própria? Aqui estão algumas dicas para auxiliá-lo nesse processo. Saiba que é possível fazer uma poupança para a casa própria e ainda continuar tendo uma vida confortável. Seguindo algumas regrinhas, você pode conseguir em poucos anos realizar o sonho da sua vida.
Acabe com as dívidas
Financiar a compra de roupas, eletrodomésticos, presentes tornou-se um hábito muito forte entre os brasileiros. Comprar a prazo ficou mais fácil e é preciso muita força de vontade para sair de uma loja sem parcelar as compras no cartão ou entrar no crediário. O que muitos esquecem é que financiar as compras implica no pagamento de juros altos.
Reserva de emergência
Ter uma reserva de dinheiro aplicado acaba evitando a aquisição de novas dívidas. Com dinheiro guardado é possível ficar longe do cheque especial e do cartão de crédito que cobram os juros mais altos do mercado.

Dúvidas sobre FGTS

Posso utilizar o meu F.G.T.S junto com o processo de financiamento bancário?
Sim, pode utilizá-lo em financiamentos do S.F.H., desde que se enquadre nos pré-requisitos correspondentes, bastando, para isso, fazer a solicitação através de impresso e documentação própria na mesma pasta de documentos do financiamento bancário.
Posso utilizar o meu F.G.T.S. sem adquirir o financiamento bancário?
Sim, bastando, para isso, fazer a solicitação através de impresso e documentação própria junto a qualquer instituição financeira. Observar que, neste caso, o F.G.T.S. terá que ser utilizado para quitar o saldo devedor, pois a documentação também terá força de escritura pública, não podendo, desta forma, ficar saldo remanescente com a construtora.
Pode ser usado o F.G.T.S de todos os compradores do apartamento?
Sim. A utilização do F.G.T.S. poderá ser feita por cônjuge ou, em alguns casos, por casais que declarem viver em regime de união estável. Ambos deverão atender a todas as exigências básicas para a utilização do F.G.T.S. e figurarem na escritura como adquirentes do imóvel.
O FGTS pode ser usado pelo(s) clientes(s) que:
  • Não seja(m) comprador(es) ou proprietário(s) de imóvel residencial urbano financiado pelo SFH - Sistema Financeiro da Habitação, em qualquer parte do território nacional.
  • Não seja(m) comprador(es) ou proprietário(s) de imóvel residencial urbano concluído ou em construção no atual município de residência e/ou no município onde exerça sua ocupação principal, nos municípios limítrofes e na região metropolitana.
  • Não possua(m) participação maior do que 40% de propriedade em um ou mais imóveis.
  • Tenha(m) um tempo de contribuição mínimo de 3 anos, não sendo necessário serem consecutivos.
  • O(s) imóvel(eis) deve(m) estar avaliado(s) em, no máximo, R$ 350.000,00.
  • O imóvel a ser adquirido deve estar localizado:

    - No município onde o(s) adquirente(s) exerça(m) sua ocupação principal, salvo quando se tratar de município limítrofe ou integrante da região metropolitana.

    - No município em que o(s) adquirente(s) comprovar(em) que já reside(m) há pelo menos 1(um) ano, cuja comprovação é feita mediante a apresentação de, no mínimo, 2 (dois) documentos simultâneos, tais como contrato de aluguel; contas de água, luz , telefone ou gás; recibos de condomínio; ou declaração do empregador ou de instituição bancária.

Importante - As regras do uso do FGTS podem ser alteradas a qualquer momento pelo Conselho Curador do FGTS. Consulte o site da Caixa Econômica Federal, no link abaixo, para mais informações e verificar o saldo de sua conta.

www.caixa.gov.br/fgts/

Consulte o saldo do seu FGTS

Para consulta do saldo, clique no item "Saldo e Extrato do FGTS". É necessário ter uma senha cadastrada no site da Caixa. Para isso, preencha o campo NIS (Número de Identificação Social), que pode ser o PIS (Programa de Integração Social), PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) ou NIT (Número de Identificação do Trabalhador), normalmente anexados na última página da Carteira de Trabalho, e clique em "Cadastrar senha". Na página de cadastro, é necessário a data de nascimento, o CNPJ de um empregador e a data de admissão nessa empresa.

Com a senha cadastrada, para consultar o saldo, é necessário apenas preencher o campo NIS, a senha e clicar em "Serviços ao cidadão". O saldo será apresentado com a contribuição realizada por todos os empregadores.

Dúvidas sobre financiamento bancário

Comprei um apartamento por financiamento bancário, como funciona esse processo?

Para fazer o financiamento, você deve contatar a construtora para receber a orientação inicial necessária, que resumidamente é:

Primeiro, o responsável na obtenção do financiamento é você. O departamento de crédito e o departamento jurídico do banco vão analisar e conceder um financiamento a você e somente você poderá dar as informações e solicitar os documentos pessoais que serão analisados, assim como tirar eventuais dúvidas que o banco venha a ter para o processo. É o início de um longo relacionamento entre você e o banco.

Segundo, é responsabilidade da construtora disponibilizar a você todos os documentos e certidões referentes à construtora e ao empreendimento em Cartório de Notas.

Terceiro, assim que a construtora entregar os últimos documentos referentes à obra, que são o Habite-se e a especificação de condomínio, você pode dar entrada no pedido de financiamento. Por isso é importante entender que o banco só passa a receber as solicitações de financiamento para análise depois de estar de posse dos documentos citados. Porém, é fundamental para que o processo corra no mínimo prazo possível começá-lo com antecedência para que nesta data, também a documentação do cliente esteja em ordem.

Por fim, se você não souber ou não gostar muito de fazer esse processo burocrático, você poderá procurar uma pessoa ou empresa de assessoria especializada em intermediar a solicitação de crédito entre você e o banco ou pedir para um conhecido e/ou familiar tratar dos papéis para você.

Qual é a forma de composição de renda normalmente aceita pelos bancos? Se um dos nomes tiver problema junto às instituições de crédito (SERASA, SPC, etc.), o financiamento pode ser bloqueado?

Os bancos normalmente aceitam a composição de renda do casal. Outros casos como união estável, noivos, pais e filhos, irmãos dependem da consulta junto ao banco, pois varia muito a aceitação de uma instituição financeira para outra. Em muitos casos, a aceitação, se ocorrer, virá acompanhada de solicitação de documentação complementar.

Caso um dos nomes tenha problema em uma instituição de crédito, com toda certeza o crédito será negado, mesmo que o desabono seja antigo e de pequeno valor.

Por que o processo de financiamento bancário inclui despesas de cartório de registro de imóveis e despesas de recolhimento de imposto municipal?
O contrato de financiamento bancário serve como escritura. Nele, reza que o imóvel está quitado com a construtora, portanto, o cliente está recebendo o mesmo em seu nome. Contudo, o cliente solicitou um financiamento bancário junto à instituição financeira que, como garantia do dinheiro financiado (o dinheiro dado à construtora), está recebendo a alienação fiduciária do imóvel a ser usada em caso de falta de pagamento das parcelas do financiamento ora concedido. Para que tudo isso tenha valor legal, é preciso tornar público toda a transação efetuada. Logo, o contrato é a escritura que passa um bem imóvel que está em nome da construtora para o nome do cliente, razão pela qual se deve recolher o I.T.B.I. e os emolumentos dos cartórios.
Informações adicionais e atualizadas estão disponíveis no site da Caixa Econômica Federal:
www.caixa.gov.br/habitacao

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