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Relacionamento Com o Investidor: Manual do Investidor

Por que investir em imóveis?
  • Construir patrimônio e herança para a família
  • Renda de aluguéis, gerando fluxo de caixa por meio do mercado imobiliário
  • Valorização, investindo em propriedades com potencial real de lucratividade
  • Diversificação de investimentos
Os imóveis são o caminho para a independência financeira:

“todo homem que investe em um imóvel bem selecionado, em uma comunidade próspera, adora o método mais seguro de se tornar independente. Imóvel é a base da riqueza. “ Theodore Roosevelt.

No Brasil, uma nação que enfrentou altíssimas taxas de inflação durante longos anos e que, de vez em quando, assiste a atos governamentais prejudicando os poupadores em renda fixa, identifica nos imóveis um porto seguro.Estima-se que um terço de todo capital do mundo esteja investido em imóveis. Há motivos sólidos para considerar o setor imobiliário a nova locomotiva da economia brasileira:

  • O ciclo de expansão do crédito imobiliário no Brasil deve seguir em ritmo acelerado, uma das explicações para o elevado otimismo é a ainda baixa relação entre os financiamentos e o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo dados do Banco Central (BC), o crédito imobiliário representa hoje apenas 1,7% do PIB. No Chile, esse número é de 15%; no México, de 11%; e, na Espanha, de 44%.
  • Junta-se a isso o fato de o Brasil ter um déficit habitacional estimado em 8 milhões de unidades, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Com a expansão prevista para este ano, o crédito imobiliário deve atingir 2,3% do PIB e, no ano que vem, 3,6%. Essa relação só chegaria a 10% do PIB em 2015 - ou seja, o espaço para crescimento ainda é enorme, garantem os especialistas.
  • O crédito imobiliário no Brasil está no começo. No mundo, a modalidade representa 70% do volume de crédito para pessoa física. Aqui no Brasil não passa de 20%
  • As mudanças jurídicas promovidas nos últimos anos e a estabilidade econômica deram novo ânimo para o setor.
  • Os consumidores hoje conseguem empréstimos com prazos de até 30 anos. Mas a média não tem superado os 20 anos.
  • Quem comprar unidades para locar pode ter rendimento de até 12% ao ano, mais a valorização do imóvel.
  • Com a recuperação do mercado imobiliário, puxada pela vasta oferta de financiamento habitacional e pela estabilização da economia, volta-se a olhar para a compra do imóvel como forma de investimento muito vantajosa.
  • no acumulado dos últimos dez anos, os imóveis ganharam de todos os outros investimentos, com exceção da bolsa de valores.
  • no momento atual investimentos em papéis devem render menos do que nos períodos anteriores. Isso torna os imóveis mais atrativos do que outras modalidades. Mesmo porque, a tendência é de forte valorização nos próximos anos, por causa do aquecimento do mercado.
  • Com isso, o preço do aluguel tende a aumentar também, já que o valor mensal da locação fica entre 0,7% a 1% do valor do bem, em média. Num cálculo superficial, o proprietário de um imóvel locado terá um retorno entre 8,5% e 12% ao ano com o aluguel, mais a valorização do bem.
  • Segundo o Índice Periódico de Valores Médios dos Aluguéis Residenciais (Ipevemar), os valores das locações tiveram aumento de 1,09% - acima da inflação medida pelo IGP-M no mesmo período. A valorização acumulada dos últimos 12 meses é de 15,14% das locações contra 4,63 da inflação.
  • Vantagens dos imóveis frente as ações:

  • Imóvel é tangível.
  • Imóvel você não vende a cada manchete negativa nos jornais como no mercado de ações.
  • Volatilidade bem menor, isto é, oscila muito menos. Quando o mercado imobiliário entra em crise, os negócios diminuem, mas os preços caem pouco.
  • Quem investir a maior parte do seu patrimônio em imóveis pode dormir tranqüilo, desde que ainda mantenha reserva para emergências, em renda fixa.
Potencialidades do Mercado Habitacional Brasileiro

Gazeta Mercantil

O Brasil deverá eliminar completamente o passivo habitacional até 2030 com a expansão dos investimentos do setor que devem saltar dos R$ 165,2 bilhões de 2007 para R$ 446,7 bilhões neste período. O ambiente econômico favorável, a definição de marcos regulatórios, o aumento da renda das famílias e a disponibilidade de financiamento tornarão possível a eliminação das favelas nos próximos 23 anos.

As projeções integram o estudo Potencialidades do Mercado Habitacional realizado pela Ernst & Young em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O trabalho levou em consideração o cenário econômico, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4% a 5% ao ano e o efeito positivo sobre a renda das famílias.

"Esse cenário econômico se junta a um quadro demográfico que leva em consideração o aumento da expectativa de vida, maior participação da mulher no mercado de trabalho e envelhecimento da população", afirma Ana Maria Castelo, consultora da FGV Projetos.

A estrutura familiar passará por uma transformação, de acordo com as previsões. No período de 2007 a 2030 o número de famílias brasileiras sairá de 60,3 milhões para 95,5 milhões, com crescimento de 58%. Este incremento virá acompanhado pela redução da taxa de natalidade que diminuirá o tamanho das famílias de 3,1 pessoas de 2007 para 2,4 pessoas em 2030. A população brasileira chegará a 233 milhões de pessoas com cerca de 91,1% de habitantes concentrados na região urbana, com idade média de 36 anos, sendo cerca de 60% na faixa dos 30 anos, aptos a constituir um núcleo familiar e engrossar a demanda por imóveis.

Déficit habitacional

O déficit habitacional atingiu 7,8 milhões de moradias em 2005, cerca de 14,7% da demanda. A maior parcela do problema referia-se à coabitação, que afetava 4,3 milhões de domicílios.

A combinação de crescimento econômico com alta mobilidade social, participação ativa da iniciativa privada para suprir a demanda por habitações, redução gradativa da taxa de juros para financiamentos de moradias, que deverá chegar a 7,5% em 2030, e a ampliação de subsídios fará com que o País tenha investimentos suficientes para alcançar o total de 93 milhões de domicílios no período de 23 anos, com crescimento de 66% em relação a 2007. Isto equivale a construção de 37 milhões de novas casas em todo o Brasil, a um ritmo de 1,745 milhão de domicílios por ano.

"Esses 93 milhões de domicílios significam que não vamos ter déficit habitacional por inadequação, não vamos ter mais favelas em 2030 e o déficit por coabitação será por opção, não por falta de moradia", comenta Castelo.

Regras de mercado

Este processo se inicia com o aprimoramento das regras do mercado imobiliário. O Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), por meio da lei 9514 de 20 de novembro de 1997, criou as companhias securitizadoras de créditos imobiliários, e a lei 10.931, de 2 de agosto de 2004 aprimorou o Patrimônio de Afetação, que trouxe proteção ao comprador de imóveis. "A consolidação da alienação fiduciária, como garantia de recuperação dos empréstimos pavimentou o caminho. O investimento habitacional, que antes era o patinho feito, voltou a ser objeto de desejo do mercado financeiro alavancou o mercado imobiliário. Este é o inicio do processo", analisa Castelo. O fluxo de crédito imobiliário, que era de R$ 4,8 bilhões de 2002 até 2007, passou para R$ 25 bilhões com a entrada de incorporadoras e construtoras no mercado.

O ingresso do País em um patamar de crescimento econômico importante e a redução da taxa de juros completou o processo. "As mudanças regulatórias estão consolidadas, não têm volta. Falta o Brasil fazer sua lição de casa para que esse crescimento seja sustentável", pondera a consultora da FGV Projetos.

O setor da construção alimenta o crescimento econômico com efeitos positivos sobre o emprego e a renda. A melhora da renda é um aspecto importante porque traz segurança ao mercado. "As famílias vão mudar de faixa de renda e a necessidade de uma política habitacional amparada em subsidio vai diminuir", afirma Castelo. " Isso faz com que o mercado se torne mais importante no atendimento da demanda habitacional e ele está conseguindo atender as faixas de renda menor", afirma.

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